sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

INFIDELIDADE


Infidelidade Financeira
Um em cada quatro americanos não contaria nada à esposa ou marido se estivesse passando por dificuldades financeiras, revela pesquisa realizada pela instituição norte-americana National Foundation for Credit Counseling (NFCC), que entrevistou 1,4 mil pessoas.
O temor de que a notícia preocupe desnecessariamente o (a) parceiro (a) e a possibilidade de prejudicar o relacionamento são duas das principais razões que levam os americanos a esconder dívidas e problemas envolvendo dinheiro.
A falta de conhecimento do cônjuge sobre as dívidas também é apontada como uma das razões para não tocar no assunto em casa.
Mesmo que a intenção seja boa, esconder informações financeiras do marido ou esposa é um sinal de que o relacionamento não é saudável nem emocional, nem financeiramente. E os registros comprovam que o estresse financeiro é uma das principais causas de divórcio nos Estados Unidos.
Desentendimentos aumentam quando a renda cai
Ainda que seja complicado falar sobre o tema, conversar de maneira aberta e honesta sobre dinheiro é algo que deve ser feito o quanto antes entre um casal, sobretudo se o relacionamento ainda não foi oficializado.
As pessoas costumam trazer uma bagagem financeira para seus relacionamentos que não entram em pauta até que algum problema mais grave apareça. Se os dois não têm o mesmo nível de informação sobre as finanças do casal, é certo que haverá desentendimentos. Principalmente se a renda, por alguma razão, diminuir.
Veja abaixo, algumas dicas para abordar questões financeiras com seu/sua parceiro (a):
  • Não discuta problemas financeiros durante uma briga. Escolha o momento mais adequado e, com tranquilidade, aborde a questão;
  • Procure conversar de maneira informal para compensar a seriedade do tema. Lembre-se de que as opiniões e preocupações de seu marido ou esposa são válidas;
  • Seja honesto (a) sobre sua situação financeira. Se você tem dívidas ou tem uma renda menor, é preciso admitir o fato de que manter o estilo de vida anterior não é possível;
  • Esteja aberto (a) para ajustar seu padrão de vida. Se for preciso, corte despesas, trabalhe mais ou encontre uma fonte de renda extra;
  • Não esconda dívidas ou receitas. Isso é o que se chama de infidelidade financeira. Ao invés de adotar essa postura, compartilhe documentos como extratos bancários, faturas de cartões de crédito e carnês de prestações a serem pagas;
  • Não jogue a culpa no outro. Isso não vai ajudar em nada;
  • Assuma que as pessoas lidam com dinheiro de maneiras diferentes. Entenda o seu perfil e o de seu parceiro e aprenda o que ele/ela faz melhor que você, como economizar ou investir melhor o dinheiro.




Saiba o que é a fobia Financeira
Várias pessoas, não podem nem pensar em seu cartão de crédito que seu coração começa a acelerar. Chegam a transpirar de pânico. Para não ter que encarar seus gastos de frente, elas preferem não abrir a fatura que chega pelo correio.
Apesar de parecer estranho, esse comportamento também pode ser observado em nada menos do que 18% dos homens do mundo. Eles sofrem da chamada fobia financeira, termo criado em 2003 por pesquisadores da Universidade de Cambridge para caracterizar pessoas que tem aversão a lidar com questões financeiras.
Entre as mulheres, o percentual é um pouco maior, de 23%, segundo os pesquisadores. A fobia financeira não é uma doença e tem diversos níveis de intensidade.
É um termo usado por uma corrente de estudo que começou na Universidade de Cambridge e que busca encontrar a razão pela qual as pessoas têm uma relação difícil com suas finanças pessoais.
É possível perceber algumas causas do problema. Há pelo menos três teorias que explicam este comportamento: procrastinação, frustração e falta de confiança.
A procrastinação, ou adiamento, pode ser um fator que gera a fobia financeira pelo fato de as pessoas se sentirem culpadas por adiarem suas decisões financeiras. O estudo mostra que muitos entrevistados que têm fobia financeira disseram que costumavam evitar tarefas que envolviam seu dinheiro, então se sentiam culpados e ansiosos. Mas como não tomavam atitudes, a situação virou um círculo vicioso e culminou com a fobia.
A falta de confiança, por sua vez, está ligada à educação. Alguns entrevistados expressaram falta de confiança em lidar com informações recebidas de prestadores de serviços financeiros. Outros ficavam inseguros por não entender dados, números e gráficos. Mas há também casos de pessoas bem sucedidas, mas que não se sentiam confiantes e acabaram desenvolvendo a fobia.
Já a frustração estava presente em pessoas que sofrem de fobia financeira e que tinham o controle de sua situação financeira, mas tiveram um evento inesperado e suas vidas mudaram para pior. Segundo as pesquisas, indivíduos que depois de terem sido pobres, conseguiram organizar suas vidas financeiras e poupar. No entanto, um acontecimento externo fez com que perdessem parte do que juntaram, o que acabou acarretando um certo desespero e a fobia financeira.
Em momentos de crise, as pessoas tendem a ficar ainda mais sensíveis. Quando o noticiário é muito negativo, essa aversão pelo risco e por assuntos ligados ao dinheiro aumenta. Quem tem fobia financeira pode ficar bem quando a situação econômica em seu redor vai bem, mas pode ter crises de medo se perder o emprego.
Dinheiro é 3º maior medo do mundo
As pesquisas da Universidade de Cambridge mostram que os medos relacionados com o dinheiro podem ser comparáveis ao medo da morte. Os pesquisadores identificaram que o maior medo das pessoas é o de falar em público, que foi manifestado por 92% dos entrevistados. Em seguida, vem o receio de morrer, com 69%. Em terceiro lugar está o medo de não conseguir se sustentar no futuro, que foi citado por 65% das pessoas.
As autoridades brasileiras já estão atentas à gravidade da fobia financeira. Trata-se de uma questão preocupante, mas que já está começando a ser discutida no setor financeiro. A educação financeira pode ajudar, e o governo já vem trabalhando para levar o tema para o currículo das escolas.
Enfrentar o medo
Mas é preciso também um esforço pessoal de quem tem fobia financeira. A sugestão é que o indivíduo tente falar bastante sobre o assunto. É muito recomendado que sejam feitas conversas em família, ou com especialistas. Ou então a pessoa pode buscar cursos de educação financeira gratuitos, para começar a ter um domínio sobre suas finanças.
Alguns resultados positivos podem ser observados em pessoas que fizeram terapia comportamental cognitiva (cognitive behavioural therapy, CBT), uma forma de tratamento feita por especialistas de psicologia ou psicologia financeira que busca trabalhar a forma como as pessoas veem a realidade. Na verdade, a fobia vem da forma como as pessoas percebem a realidade, então a CBT busca estudar isso e reverter a percepção.

 



SONO


Menos sono com a idade
Um estudo publicado esta semana indica que adultos saudáveis sem distúrbios do sono podem esperar uma redução no tempo em que dormem à medida que envelhecem sem que isso acarrete sonolência diurna.
A pesquisa foi publicada na revista Sleep, da Academia Norte-Americana de Medicina do Sono. O trabalho verificou que, durante um período de oito horas na cama, o tempo total dormido diminuiu significativamente e progressivamente com a idade.
No estudo feito com voluntários, adultos mais velhos dormiram cerca de 20 minutos menos do que adultos de meia-idade, que, por sua vez, dormiram em média 23 minutos menos do que os adultos mais jovens.
Tanto o número de vezes em que os voluntários acordaram durante a noite quanto o tempo em que permaneceram despertos após cada momento em que acordaram tiveram um aumento com a idade. Por outro lado, o número de horas em sono profundo diminuiu consideravelmente.
Mas, mesmo com a diminuição no tempo, na intensidade e na continuidade do sono, os mais velhos apresentaram menor propensão a ter sono durante o dia do que os mais jovens.
Em seguida, os pesquisadores submeteram os três grupos, idosos, meia-idade e mais jovens, à interrupção do sono profundo por duas noites seguidas. A resposta foi semelhante para os três grupos: aumento na sonolência durante o dia e a volta do sono profundo à noite no dia seguinte ao teste.
Segundo os autores, os resultados indicam que a “ausência do aumento de sonolência diurna diante da diminuição na qualidade do sono por conta da idade não pode ser atribuída à ausência de respostas diante de variações de sono”.
Em vez disso, apontam, o envelhecimento estaria associado com reduções na duração e na profundidade do sono exigidas para se manter alerta durante o dia.
Os resultados reforçam a tese de que não é normal para as pessoas mais velhas sentir sonolência durante o dia. Não importa se o indivíduo é jovem ou idoso, se sentir sono durante o dia isso significa que não dormiu o suficiente na noite anterior ou que sofre de um distúrbio do sono.
A pesquisa foi conduzida no Centro de Pesquisa Clínica da universidade britânica e envolveu 110 adultos saudáveis sem problemas de sono, sejam distúrbios ou mesmo reclamações. Do total, 44 eram jovens (20 a 30 anos), 35 de meia-idade (40 a 55) e 41 eram mais velhos (de 66 a 83 anos).



quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

RECORDE


Recorde na Petrobras
A produção média de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil em 2011 atingiu o volume recorde de 2.376.359 barris de óleo equivalente por dia (boed), indicando um crescimento de 1,6% sobre o volume produzido em 2010.
A produção exclusiva de petróleo também foi recorde anual. A média diária alcançou 2.021.779 barris, ultrapassando em 17.607 barris a produção de 2010. O volume de gás natural (sem gás liquefeito) produzido pela empresa no País foi de 56 milhões 374 mil metros cúbicos/dia, 6,2% acima da produção de 2010.
Incluindo o volume dos campos situados nos países onde a Petrobras atua, a média diária total da Companhia em 2011 subiu para 2.621.209 boed, 1,4% acima do volume produzido em 2010.
 No exterior, o volume médio de gás natural produzido em 2011 foi de 16 milhões 538 mil metros cúbicos diários, com aumento de 3,3% sobre 2010. Já a produção média de petróleo em 2011 foi de 147.511 barris/dia, o que representa uma redução de 2,5% sobre 2010. A produção total em barris de óleo equivalente no exterior chegou a 244.850 boe/dia, 0,2% abaixo da produção de 2010.
Em dezembro de 2011 foram registradas as seguintes médias diárias de produção da Petrobras no Brasil:
- Petróleo: 2.084.262 barris/dia, com um aumento de 1,1% sobre o mês anterior. - Gás natural (sem gás liquefeito): 60 milhões 664 mil metros cúbicos, superior em 5,3% à de novembro.- Petróleo e gás: 2.465.828 barris de óleo equivalente, com um aumento de 1,7% sobre os 2.423.118 barris produzidos em novembro.
O aumento da produção de petróleo em dezembro resultou, entre outros fatores, da entrada de novos poços nas plataformas P-57 (Jubarte) e P-56 (Marlim Sul), ambas na Bacia de Campos, e do FPSO Angra dos Reis, no campo de Lula, pré-sal da Bacia de Santos.
Durante o mês de dezembro de 2011 foram registradas as seguintes médias diárias de produção da Petrobras no exterior:
- Petróleo: 152.849 barris por dia, mantendo-se estável, na comparação com novembro do mesmo ano. - Gás natural: 16 milhões 503 mil metros cúbicos, com uma redução de 4,0% em relação ao mês anterior.- Petróleo e gás: 249.981 barris de óleo equivalente por dia (boed), com uma pequena redução de 1,6% em comparação com novembro de 2011.
A redução na produção de gás e no volume total (petróleo e gás) foi consequência da menor demanda do mercado consumidor na Bolívia.



KODAK II


Kodak 
A caça que se virou contra o caçador. O fim do momento Kodak. Ironias com a concordata da empresa criada por George Eastman em 1880 e registrada como marca em 1888 não faltaram na mídia internacional com a notícia dada na quinta-feira (19/01) e que há tempos assombrava uma das maiores e mais antigas companhias do setor.
O ponto crucial dessa história, que para muitos ganhou contornos de tragédia, é que foi a Kodak quem inventou a câmera fotográfica digital, símbolo dessa "era" que pôs um fim, o quase, na importância dos filmes, seu principal filão.
A empresa que já foi responsável por vender 90% do filme utilizado nos Estados Unidos e desenvolveu um filme, o Kodachrome, tão amado por fotógrafos amadores e profissionais que Paul Simon escreveu uma canção a respeito, finalmente sucumbiu à revolução digital que deixou seus produtos obsoletos.
Mesmo o Kodachrome, um slide e filme produzido por 74 anos, exaltado por sua nitidez, durabilidade e tons vibrantes, morreu em 2009. Ao longo dos seus anos, entretanto, ele foi um ícone da marca amarela e vermelha: foi usado para fazer filmes de Hollywood durante o século XX, incluindo 80 ganhadores de Melhor Filme no Oscar, para gravar a coroação da rainha em 1953 e usado por Neil Armstrong para fazer close-ups na superfície lunar na missão Apollo 11.
Muito da veia criativa da Kodak foi herdada de Eastman, que tinha uma doença degenerativa e tirou sua própria vida em 1932, mas que durante décadas influenciou a Kodak e uma sucessão de inovações. Mas não pelos seus quase 132 anos. Para Nancy West, da Universidade de Missouri, citada pela Reuters, Eastman havia exercido tal influência sobre a empresa que quando ele morreu a Kodak rapidamente se transformou numa companhia ligada à nostalgia. "Nostalgia é adorável, mas ela não permite que as pessoas sigam em frente", disse ela, que já estudou a empresa a fundo.
A primeira câmera da Kodak data de 1900. Pouco mais de meio século depois, em 1975, eles criavam a primeira câmera digital, um protótipo do tamanho de uma torradeira que precisava de 23 segundos de exposição para produzir uma imagem de 0,01 megapixel em preto e branco.
A Kodak foi a primeira empresa a criar a câmera digital, mas naquela época, a maioria de seus lucros vinham da vendas de produtos químicos utilizados nos filmes e eles tinham medo de investir em algo novo porque achavam que podia prejudicar o seu negócio tradicional. Quando eles perceberam, o mercado digital tinha chegado para ficar, ultrapassado o filme e todos os concorrentes da Kodak tinham câmeras digitais muito superiores. As câmeras Kodak nunca foram boas e empresa perdeu a reputação conquistada com o momento Kodak.
Em 1992, Don Strickland, ex-vice-presidente da Kodak, disse segundo o The Guardian que a empresa estava pronta para dar espaço em seu negócio para as câmeras digitais, mas que seus chefes vetaram a ideia com medo de uma "canibalização do filme". E para além dos concorrentes e suas câmeras digitais e da entrada tardia no mercado que ajudou a criar, a Kodak enfrentou nos últimos anos outro obstáculo que outras fabricantes também estão tendo que lidar: os smartphones como câmeras cada vez melhores. Para Laurent, os telefones estão comendo o mercado de câmeras compactas. "Por que ter uma câmera compacta quando um 8 megapixels iPhone é quase tão bom e ele está sempre lá no seu bolso?" Esse, como o próprio mercado de câmeras já sabe, é um obstáculo a ser ultrapassado nos próximos anos.
Do case de sucesso ao de fracasso
A Kodak bem que tentou se reinventar como fabricante de impressoras para capitalizar sobre a sua reputação como a melhor impressão de filme. Mas a tentativa resultou apenas no fechamento, desde 2003, de 13 fábricas, 130 laboratórios de processamento e no fim de 47 mil postos de trabalho. Suas dívidas ultrapassam US$ 6,8 bilhões. Em 1988, a Kodak comprou a Sterling por US$ 5,1 bilhões, conhecida por fazer produtos de limpeza Lysol.
Em 1994, a empresa separou seu braço químico, a Eastman Chemical Co, para ajudar a reduzir a dívida, posteriormente tendo que vendê-la. Em 2007, a Kodak se desfez da Onex, que fazia equipamentos de raios-X para hospitais e dentistas e embolsou US$ 2,35 bilhões, mas os analistas disseram que era um erro sair do negócio quando muitas pessoas estavam prestes a se aposentar e a procura de raios-X aumentaria. Ou seja, além da inovação, a Kodak foi prejudicada por suas péssimas decisões.
Um empréstimo de USS 950 milhões do banco de investimentos Citigroup dará a Kodak 18 meses para respirar enquanto tenta vender 1.100 patentes que, acredita, valem mais de US$ 1 bilhão. A Kodak quer reivindicar seus direitos sobre a imagem digital, porque, tristemente, a empresa que foi pioneira na criação da câmera digital acabou por ser derrubada pelo seu fracasso ao decidir não investir em sua própria invenção. A Kodak já processou Apple, HTC, Research In Motion e Samsung pela forma de enviar imagens digitais dos. O portfólio de patentes é uma parte importante dos planos da Kodak para "completar a sua transformação".
Há tempos a Kodak é exemplo do que não se deve fazer no mundo dos negócios. Em diversos MBA a empresa é citada. Ao contrário de empresas como IBM e a Xerox Corp, que conseguiram criar novos fluxos quando o espaço para o seu legado no mercado caiu, a Kodak abandonava novos projetos muito rapidamente. "As sementes dos problemas de hoje remontam há várias décadas", disse Rosabeth Kanter, professor da Harvard Business School à Reuters. "A Kodak era muito centrada na sede em Rochester e nunca desenvolveu uma presença em outros lugares que estavam desenvolvendo novas tecnologias", disse. "É como se vivem em um museu."
Para o colunista do The Guardian, Simon, Walman, o sucesso da Kodak foi baseado em um modelo de negócio genial. Eles venderam filme, venderam os produtos químicos para desenvolver o filme e depois venderam o papel em que as fotos dos filmes foram impressos. O problema é que eles eram muito bons no que faziam e isso fortalecia o medo da mudança. Na opinião do colunista, a frase "vítima do próprio sucesso" poderia ter sido criada para descrever a Kodak.

CHINA ESTÁ COMENDO NOSSA RIQUEZA


China detém 15% da produção brasileira de Nióbio
Em setembro de 2011, um consórcio chinês formado pelo Taiyuan Iron and Steel Group, o conglomerado financeiro do Citic Group e o Baosteel Group adquiriu, por US$ 1,95 bilhão, 15% da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), maior produtor mundial de nióbio, um metal abundante no Brasil e utilizado em indústrias de automação, nuclear e defesa. A CBMM fica localizada em Araxá, em Minas Gerais.
Segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o Brasil concentra quase 100% da oferta mundial de nióbio. A posição estratégica do país na produção do metal, e a negociação envolvendo a CBMM, levantam a questão a respeito de como o governo e as empresas nacionais lidam com as riquezas naturais brasileiras, levando em conta os próprios interesses estratégicos. O negócio fechado com a China, apesar de polêmico, gerou quase nenhum questionamento em Minas Gerais, ao contrário, por exemplo, da privatização da Vale, ocorrida em 1997, e alvo de um verdadeiro levante popular.
A reportagem do Jornal do Brasil entrou em contato com o Ministério de Minas e Energia (MME) para saber se, com a negociação da CBMM, os interesses nacionais não estariam sendo contrariados. A assessoria de imprensa do MME não respondeu até o momentoJá o governo de Minas Gerais, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que não foi comunicado sobre a venda "por se tratar de uma operação entre entidades privadas". 
A reportagem também buscou o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão diretamente vinculado à atividade mineradora. A assessoria de imprensa do DNPM disse que retornaria com informações, mas ainda não o fez.
Questões econômicas e políticas
Segundo o artigo "A questão do nióbio", do administrador de empresas e membro da Liga da Defesa Nacional, Ronaldo Schlichting, publicado pelo jornal A nova democracia, o Brasil se subjuga, e deveria dar mais valor às suas riquezas naturais. Ele lembra que o país detém 98% das reservas mundiais exploráveis de nióbio, e o mundo consome, anualmente, cerca de 37 mil toneladas do minério, totalmente retiradas do território nacional. Em sua opinião, o preço do nióbio refinado, com 99,9% de pureza, tem um preço na Bolsa de Metais de Londres meramente simbólico, já que o Brasil praticamente é o único produtor mundial. Ele chega a dizer que o metal, a este preço, é como "um barril de petróleo vendido a US$ 1". 
No texto, Schlichting acusa o governo brasileiro de "negligência com a seriedade das questões", e diz ainda que supostos interesses "escusos" estariam moldando a forma de lidar com o valor do nióbio. 
Ao fim de seu artigo, o empresário afirma que "o Brasil está pagando para ter todo o seu nióbio roubado, e que os nossos últimos 'governantes', para não perderem os seus assentos em Davos, Washington, Zurick, Frankfurt, Nova Iorque, Amsterdã e..., vão continuar fiéis discípulos e feitores da pavorosa doutrina da subjugação nacional".  
Ásia no Brasil
A CBMM começou a operar em 1955, e pertence ao grupo Moreira Salles. Ela é pioneira na extração, utilização e nas tecnologias do nióbio. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a China aumentou suas importações do metal a uma velocidade anual de 10%, por isso, os negócios duplicaram nos últimos 4 anos.
Ainda, a China compete na compra de nióbio e outros recursos naturais com outros gigantes asiáticos, como Japão e Coreia do Sul, que, em março de 2011, já haviam formado um consórcio de companhias (JFE Holdings, Nippon Steel e Posco, entre outras) para comprar 15% da CBMM por US$ 1,8 bilhão.
Nióbio
O nióbio é um metal bastante raro no mundo, mas abundante no Brasil, e de extrema importância para muitas indústrias. Sua utilização varia, mas a aplicação mais importante do nióbio é como elemento de liga para melhorar propriedades em produtos de aço, especialmente nos aços de alta resistência e baixa liga, além de superligas que operam a altas temperaturas em turbinas das aeronaves a jato. Existem somente três minas de nióbio em todo o mundo.  

 


ENERGIA SOLAR III


Energia solar fica mais barata que diesel na Índia
Na primeira semana de dezembro, a Solairedirect, segunda maior empresa de energia solar da França, ganhou um leilão para um projeto de cinco megawatts (MW), pelo qual vai vender a unidade de quilowatt-hora (kWh) a 7,49 Rs (US$ 0,14). O preço foi o mais baixo oferecido no leilão, e é inferior ao valor da eletricidade gerada pelo diesel, que é vendida a 13 Rs (US$ 0,25) por kWh.
Fabricantes estão dispostos a oferecer descontos porque as coisas estão muito competitivas agora. Os custos estão baixando e isso está realmente refletido nessas ofertas.
Muitos analistas já estavam céticos quanto ao preço de 10,95 Rs (US$ 0,21) por unidade oferecido no ano passado, e argumentam que projetos com os atuais preços podem não sair do papel. Além disso, acrescentam que as questões de disponibilidade de terra, módulos fabricados localmente e problemas tecnológicos serão obstáculos para estabelecer o valor estipulado. Outros ainda questionam a lógica de preço da Solairedirect.
No entanto, o valor estipulado pela Solairedirect não é um fato isolado. Outras ofertas variaram entre Rs 8,00 (US$ 0,15) e RS 8,28 (US$ 0,16).
“A Solairedirect está orgulhosa de estar estabelecendo essa referência de preço e estar tornando a energia solar uma fonte muito competitiva e importante no mix de energia do país”, comentou Gaurav Sood, diretor de gestão da Solairedirect Índia.
O leilão ganho pela Solairedirect foi o segundo sob o programa indiano Missão Solar, que visa tornar o país um dos maiores mercados solares do mundo, instalando 20GW de capacidade até 2022.
A última rodada do programa concedeu 350 MW de capacidade, o que exigirá cerca de US$ 700 milhões em investimentos, calculou Bharat Bhushan, analista da Bloomberg New Energy Finance. De acordo com o governo, os ganhadores terão sete meses para conseguir financiamento e 13 meses para completar as usinas.

CANA DE AÇÚCAR


Safra de Cana foi um Desastre Total
Diante de uma safra considerada desastrosa por técnicos do setor, o presidente da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, disse que é preciso dar competitividade ao etanol brasileiro. A medida mais importante, para o representante dos usineiros, é a desoneração tributária do etanol, em especial do Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS). Hoje, as usinas pagam 9,25% de PIS/Confins.
A estimativa é de que, em 2020, a produção será de 1,2 bilhão de toneladas de cana e 40% dessa cana vai para a produção de etanol. E a grande questão é a competitividade. O mais importante é a redução dos tributos que são cobrados sobre o etanol.
Segundo os produtores, o etanol deveria ter o mesmo tratamento da gasolina, beneficiada pela redução da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE). O etanol tem que passar pelo mesmo processo. Hoje, a tributação que incide sobre a gasolina está na faixa de 35% do preço de bomba e a do etanol, em 31%. Achamos que deveria também haver redução sobre o etanol para torná-lo mais competitivo.
De acordo com o presidente da Unica, os estados também poderiam reduzir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), assim como ocorreu em São Paulo, que baixou de 25% para 12,5% a alíquota do imposto.
O balanço do setor, até novembro, mostra que a moagem da cana-de-açúcar atingiu 488,46 milhões de toneladas na Região Centro-Sul do país, uma queda de 10,23% em relação ao volume processado no mesmo período de 2010 (544,12 milhões de toneladas). Na segunda quinzena de novembro, foram moídas 9,11 milhões de toneladas, menos da metade do que foi processado no mesmo período na safra passada.
A produtividade da cana no período agrícola 2011/2012 foi a menor em 24 safras, disse o gerente de Produtos do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). “Essa safra foi um desastre total em termos de produtividade”, consequência do clima, com ocorrência de geadas e estiagens prolongada no inverno, e a menor renovação do canavial, resultado da crise econômica.
Do que foi processado na segunda quinzena de novembro, 44,58% foi para a fabricação de açúcar (498,60 mil toneladas). A produção de etanol, por sua vez, somou 383,8 milhões de litros, sendo 99,6 milhões de litros de álcool anidro e 284,20 milhões de litros de hidratado.
No acumulado da safra, até o fim de novembro, foram produzidos 20,38 bilhões de litros de etanol, sendo 7,89 bilhões de litros de álcool anidro e 12,49 bilhões de litros de hidratado. A produção de açúcar somou quase 31 milhões de toneladas.
As vendas de etanol, entre abril e o dia 1º de dezembro, somaram 14,61 bilhões de litros, 17,95% abaixo do volume vendido na safra passada. Desse total, 13,08 bilhões de litros foram destinados ao mercado doméstico e 1,53 bilhão de litros à exportação.
O diretor técnico da Unica, Antonio de Pádua Rodrigues, estima que a safra de cana deve ultrapassar 490 milhões de toneladas. Para o mercado de etanol, ele estimou que as exportações devem ficar entre 1,65 bilhão de litros e 1,7 bilhão de litros.
Até 2020, a expectativa dos usineiros é dobrar a produção, de 555 milhões de toneladas para 1,2 bilhão de toneladas. Para atingir esse resultado, o executivo calcula que serão necessárias 120 novas usinas. “Precisamos produzir muito mais cana para atender a todos os mercados que a gente tem e, para isso, precisamos de políticas públicas e privadas também”.